Autor: Biti Averbach

  • Princesa Diana, um ícone de estilo

    Princesa Diana, um ícone de estilo

    No aniversário de 20 anos da morte da Princesa Diana, o portal de casamentos iCasei me pediu uma matéria sobre a evolução do estilo de Lady Di. Apesar de nunca ter sido fã da monarquia britânica, gostei de pesquisar os looks e de entender como foi que a garota tímida, fã de vestidos cheios de babados, se tornou a mulher sexy e segura de si que circulava no jet set mundial. Confira a seguir!

    Princesa Diana: um ícone de estilo que jamais será esquecido

    Vinte anos após a morte da Princesa Diana, revisitamos o estilo da inglesa que se tornou referência de elegância e fonte de inspiração para as mulheres

    “Vinte anos após sua morte, a Princesa Diana está sendo reconhecida como uma das mulheres mais bem vestidas da história, ao lado de ícones como Jackie Kennedy e Audrey Hepburn.” Quem afirma isso é Eleri Lynn, curadora da exposição Diana: Her Fashion Story, inaugurada em fevereiro deste ano no Kensington Palace, em Londres.

    A exposição está centrada na evolução do estilo de Diana, de jovem bem-nascida e retraída, adepta de roupas românticas com muitos frufrus, até a mulher elegante e segura que se tornou antes de morrer, tragicamente, num acidente de carro em Paris, aos 36 anos. Para entender esta trajetória, é preciso contextualizar as circunstâncias em que Diana Frances Spencer foi catapultada para a fama.

    Em fevereiro de 1981, quando seu noivado com o Príncipe Charles foi anunciado pelos porta-vozes da realeza britânica, Lady Di passou a ser o centro das atenções da imprensa de grande parte do mundo. Até aquele anúncio, o casal havia se encontrado apenas 12 vezes.

    Poucos meses depois, em julho de 1981, a jovem de 20 anos entrava na Catedral da Saint Paul, em Londres, vestida de noiva, para protagonizar o maior casamento real do século 20. A cerimônia reuniu 3.500 convidados e foi transmitida pela TV para cerca de 1 bilhão de pessoas.

    Lady Di e o visual princesa romântica

    Era uma outra época. Não existiam stylists a serviço das famosas para vesti-las de forma impecável em qualquer tipo de evento. A Princesa Diana teve que se virar sozinha, com a ajuda dos costureiros que tradicionalmente vestiam a nobreza e a família real, como David Sassoon, da Bellville Sassoon, Victor Edelstein e Gina Fratini. Neste período, prevaleceram looks românticos com muitos babados, saias rodadas e brilhos, com um visual típico de princesa de conto de fadas.

    O glamour maduro da Princesa Diana

    Mas Diana logo percebeu que aquele estilo cheio de adereços e mangas bufantes não era fotogênico. Por volta de 1985, com a ajuda da designer francesa Catherine Walker (que desenhou mais de 500 vestidos para ela), desenvolveu um novo visual, com roupas minuciosamente modeladas para que fotografassem bem em todos os ângulos. A silhueta passou a ser limpa e mais ajustada, com um glamour adulto e refinado. Victor Edelstein e Versace foram outras grifes escolhidas por Diana neste período.

    As mudanças de estilo foram percebidas pela mídia e pela audiência. Lady Di passou a chamar mais atenção do que o Príncipe Charles nas aparições públicas. No ano de 1994, o guarda-roupa da princesa tinha muitas centenas de vestidos e um valor estimado de 1 milhão de libras. Em contrapartida à cifra astronômica, considera-se que a Princesa Diana foi a maior divulgadora da moda britânica.

    Estilo, caridade, separação e ousadia

    Por volta de 1992, Lady Di tinha consciência de que era uma das mulheres mais fotografadas do mundo, dominava sua imagem, e era admirada, não só pela beleza e estilo, mas pelo trabalho de caridade, apoiando causas como a luta contra a AIDS e o combate às minas terrestres. O casamento, no entanto, estava em ruínas desde a metade da década de 80. Em 1992, ela e Charles se separaram. O divórcio foi concluído em 1996.

    Depois disso, a Princesa Diana se viu livre para aperfeiçoar sua imagem, sem as restrições impostas pelo protocolo da família real, que pregava um corpo sempre coberto e os não permitia decotes. Ela passou a usar peças de designers de várias nacionalidades e explorou mais a sensualidade, sem exageros. Adorava mostrar os braços bem torneados e as costas atléticas. Por isso, vestidos tomara-que-caia, modelos com um ombro só, e decotes nas costas eram escolhas frequentes.

    Outro fator fascinante sobre o estilo da Princesa Diana é que, mesmo fazendo parte da nobreza e tendo que seguir muitas regras e tradições, ela se divertia com a moda e chegava até mesmo a ousar. Lady Di foi a primeira pessoa da família real a ser fotografada usando calças compridas num evento noturno, por exemplo.

    Princesa Diana usa tailleur com calças compridas em evento social
    Princesa Diana usa tailleur com calças compridas em evento social

    Em 1982, durante a turnê real pela Austrália, Diana usou uma gargantilha de diamantes e esmeraldas como tiara, no meio da testa. Será que a Rainha Elizabeth aprovou? Tenho minhas dúvidas.

    No mês de maio de 1996, a Lady Di causou furor ao comparecer ao tradicional Baile de Gala do Metropolitan Museum, um importante evento da indústria da moda, usando um vestido-camisola de John Galliano, então recém-contratado pela Maison Dior. Dizem que ela estava preocupada com o que seu filho William pensaria daquele visual desnudo.

    Lady Di usa vestido camisola de John Galliano, estilista da Dior, na época.

    Em resumo, pode-se dizer que Lady Diana Spencer soube desenvolver uma elegância muito além das tendências do momento, de acordo com sua personalidade. Isso, junto com o seu inegável carisma, transformou-a num ícone de moda – não da moda. Tanto é assim que, nas fotos dela, sempre enxergamos primeiro a mulher e, depois, a roupa.

    Princesa Diana usa vestido de noite branco e rosa.

    Por Biti Averbach
    Publicado originalmente no site iCasei em 30/08/2017.
    Fotos: Reprodução

  • Siga o link –> Fotografia de moda como análise social

    Siga o link –> Fotografia de moda como análise social

    Vogue Italia, março de 2008.
    Foto: Miles Aldridge

     

    A coluna Lens, do jornal New York Times, publicou um artigo interessante sobre fotografia de moda e seu caráter político, a propósito da segunda edição do Photo Vogue Festival, que acontecerá em Milão entre 15 e 19 de novembro.

    Único evento internacional dedicado exclusivamente à fotografia de moda, o Photo Vogue Festival terá, entre suas atrações, uma exposição do fotógrafo Paolo Roversi (um dos meus favoritos da vida) que irá abordar vários lados de seu trabalho, entre o meditativo e o glamouroso.

    Mas é uma outra mostra, chamada Fashion & Politics, que promete polemizar o evento, ao reunir editoriais de moda da Vogue italiana que possuem um viés político ou social, com comentários sobre a obsessão pela beleza, o consumismo exagerado, clínicas de reabilitação e até mesmo a guerra.

    “A maneira como nos vestimos está intrinsicamente ligada à identidade e à cultura,” diz a editora de fotografia  da publicação, Alessia Glaviano. “Nós usamos roupas, todos os dias, para comunicar algo sobre nós mesmos.”

    Além dos laços entre roupas, política e afotografia, o artigo da Lens aborda outras questões importantes, como a frivolidade da indústria fashion, a possibilidade da fotografia de moda ser considerada arte, e o fato dela espelhar as normas sociais através dos tempos.

    “Super mods enter rehab.” Vogue Italia, julho de 2007.
    Foto: Steven Meisel
    “Makeover Madness.” Capa da Vogue Italia, julho de 2005. Foto: Steven Meisel

    Siga o link –>Fashion Photography as Social Commentary 

  • Tendência | O futuro da experiência do consumidor

    Tendência | O futuro da experiência do consumidor

    Na sociedade saturada de estímulos e distrações em que vivemos, o tipo de experiência que os consumidores têm ao comprar é um fator decisivo para a conversão de simpatizantes pela marca a clientes fiéis ou até mesmo a evangelizadores.

    Um dos fatores presentes nesta equação é a escassez de tempo que aflige a maioria das pessoas nos grandes centros urbanos. Como essa questão se desdobra e quais são as empresas que estão conseguindo inovar para economizar ou aproveitar o tempo dos clientes, é o tema do último relatório do Trendwatching: O Futuro da Experiência do Consumidor.

    Baixe o material gratuito AQUI! 

  • Siga aquele link –> Prime Wardrobe da Amazon

    Siga aquele link –> Prime Wardrobe da Amazon

    Comprar roupas e sapatos pela internet sempre teve um ponto negativo: ter que trocar as peças que não serviram. Por isso, algumas empresas ofereciam o envio gratuito de peças que precisavam ser trocadas ou devolvidas. Mas a Amazon acaba de criar um serviço que vai além disso. O Prime Wardrobe disponibiliza o envio gratuito de 3 a 15 peças para que os clientes experimentem e decidam, em casa, se querem comprá-los. Os ítens que não agradarem podem ser devolvidos na mesma caixa utilizada na entrega, sem custo adicional.

    Veja no vídeo como funciona.

    https://www.youtube.com/watch?v=EIQh0O3wOdM&feature=youtu.be

    Por enquanto, o serviço está disponível nos Estados Unidos, apenas para clientes Amazon Prime –clube de vantagens da empresa que, por uma anuidade de 99 dólares, oferece envios mais rápidos, streaming de vídeos (no estilo Netflix), etc.

    Do ponto de vista do consumidor, parece ótimo. A Amazon oferece, inclusive, descontos de até 20%  dependendo do número de peças que forem adquiridas. Resta saber como isso vai afetar o já debilitado mercado de moda norte-americano. E se a caixa da Amazon vai tomar o lugar do provador de roupa das lojas físicas.

    Siga o link do NY Times –>  

    Siga o link do Business of Fashion –>

  • Siga aquele link –> Moda noiva nos confins da China

    Siga aquele link –> Moda noiva nos confins da China

    Neste making of espetacular, realizado em locações remotas da China pelo fotógrafo Sails Chong, dá para ter uma boa noção do que acontece nos bastidores de uma ensaio de moda noiva. As imagens são grandiosas e a estética chinesa é bem peculiar, às vezes beirando o cafona, mas vale o clique.

    O filme é patrocinado pela fabricante sueca de câmeras fotográficas, Hasselblad; e pela marca de equipamentos de iluminação, Broncolor.