Quem me conhece como editora e jornalista de moda, provavelmente não sabe que, há algum tempo, assuntos ligados a Direitos Humanos e Acessibilidade na Web também fazem parte dos meus interesses pessoais e profissionais. E que em 2023, tive a oportunidade de fazer um trabalho de tradução e revisão de um material importante para o campo da investigação cidadã.
Junto com uma equipe pequena e motivada, liderada por Celso Bessa -pesquisador e consultor na intersecção entre tecnologia e Direitos Civis, entre outros temas- traduzi e revisei parte do conteúdo do site Exposing The Invisible – The Kit.
A proposta, ali, é fornecer uma série de ferramentas para que pessoas comuns, ou pesquisadores, possam trazer à luz dados públicos e, com isso, dar início a investigações com segurança e habilidade. Entre os recursos disponibilizados no Kit, temos: como coletar evidências, fazer checagem de fatos, usar geolocalização, proteger as fontes de informação, arquivar o conteúdo de sites, e muito mais.
Nas palavras da Tactical Tech, organização que co-criou o material:
Este kit é um ponto de partida para quem acredita no poder da informação como evidência, mas reconhece que trabalhar com informação não leva necessariamente a resultados imediatos ou mudanças desejadas. O próprio processo investigativo pode ser demorado, exigente, cansativo e até perigoso; mas também pode transformar um indivíduo curioso ou uma testemunha acidental em um habilidoso documentarista, pesquisador ou ativista. Vemos a investigação como uma jornada no sentido literal, mas também no sentido mais amplo do que ela pode alcançar e do impacto que pode ter no investigador.”
João Pimenta tem como princípio subverter tudo, esticar os parâmetros do que se considera moda masculina. No desfile “Das Tripas Coração”, mistura Renascimento com entranhas, esqueleto com drapeado, rito com sacrilégio. E nos vira do avesso, com majestade e beleza.
FICHA TÉCNICA Estilo, Criação e Concepção: João Pimenta Conceito: Renascimento – Anatomia Humana Formas: Silhuetas amplas, bufantes e arredondadas, desconstrução da alfaiataria, drapeados degagê aplicados em diversas localizações Cores: Branco, off-white, salmão, rosa, bege, terracota, bordô, vinho e roxo Matéria Prima: Tyvek, sarja acetinada, tule de malha, malha de algodão, malha ribana, tafetá de seda e poliéster, zibeline de seda e poliéster, nylon, linho, veludo de algodão e poliéster, georgette, chiffon, jacquard e algodão reciclado Intervenções têxteis: Resina acrílica emulsionada e impermeabilizante, matelassê, colagens, aplicações em crochê e rendas e detalhamento em torções Intervenções artísticas: desenhos e pinturas dos artistas convidados: Pinturas Florais: @tillandsia_tropical_creations Pinturas a óleo: @fernando.m.mattar Pinturas de esqueletos e vísceras: @wessss.s Trabalho de superfícies: @zeluisandrade Modelagem: @alecavalcantez , @jessica_sugimoto, Marcia Cristina de Almeida Design de Acessórios: @lunatikko Alfaiataria/Costura: Ana Oliveira, @magna2702, Maria Rosa, Zeneide Brito Passadoria: Vivalda Oliveira *** Produção Executiva e Casting: @rodrigorosa___ Marketing: @emmanudamasceno Make-up/Hair: @ricardodosanjos e Equipe Senac @gabrielsimplicio Direção de Desfile: @roberta.marzolla Vídeo Arte: @rogeriovelloso@calma.works Trilha original e produção musical: @femaiamaia Violoncelo, viola, violino e viola caipira: @thiagobrisolla_ Mixagem e programação: João Baracho Trilha Gravada no Juá Estúdio. Camarim: @aninha_polizel Backstage: @talitadelira e Alunos SENAC CAS
Agradecimentos: Tati Putti, Karina Bottini, Viviane Kozesinski, Livia Ribeiro, Lael Moura, Emmanuel Damasceno, Zé luis, Thiago Mangueira, Lucas Barros, Talita de Lira, Paulo Borges, Gabriel Guimaraes, Mercedes Tristão, Renata Bastos, Gabriel Aquino, Fernanda Maia, Luiz Amorim, Fran Forbes, Airton Martins, Vera Sala e Thiago Staudht.
Se há tempos o povo da moda revela um certo cansaço com a apresentação das coleções no formato de desfile, a pandemia do SARS-CoV-2 foi a força motriz que faltava para a mudança.
Desde fevereiro de 2020, quando o alarme sobre o espalhamento da Covid-19 começou a soar, até janeiro de 2021–mês em que costumam acontecer os desfiles de Alta-Costura em Paris–, grandes marcas, no mundo todo, passaram a buscar alternativas para o desfile presencial. E a Dior, que há tempos produz filmes de moda memoráveis para promover seus artigos de luxo, decidiu investir em mais uma criação cinematográfica para apresentar a coleção Dior de Alta-Costura Primavera-Verão 2020-2021.
O curta-metragem Le Chateau du Tarot, dirigido por Matteo Garrone, coloca em cena uma mulher em busca da própria identidade. Num percurso labiríntico e simbólico por um castelo medieval, ela interage com alguns arcanos do tarot: a Sacerdotisa, a Temperança, a Justiça e a Morte.
O clima de fábula onírica é reforçado pelas roupas luxuriantes, pela direção de arte impecável, e pela boa atuação da atriz franco-italiana Agnese Claisse. Assista.
https://youtu.be/jYOrGvVh7mk
Primeiro segredo: o tarô de Christian Dior
Pouca gente sabe, mas o tarô faz parte da história pessoal de monsieur Dior. Durante a Segunda Guerra Mundial, sua irmã, Catherine Dior, que fazia parte da Resistência Francesa, desapareceu. Ela foi presa pela Gestapo, levada para o campo de concentração feminino de Ravensbrück. Depois, foi tranferida para a prisão militar de Torgau e, finalmente, obrigada a trabalhar numa fábrica em Leipzig.
Segundo Maria Grazia Chiuri, atual diretora criativa da grife, foi nessa época que o estilista conheceu o tarô. “Acho que ele estava tão assustado com a situação da irmã, que provavelmente recorreu às cartas de tarô para ter esperanças de que ela voltaria”.
Depois da libertação, em 1945, Catherine recebeu várias medalhas de honra pelos atos de resistência. Detalhes desse período estão prestes a ser revelados em um livro escrito por Justine Picardie –editora chefe da Harper’s Bazaar inglesa– que deve ser lançado em breve.
E foi num outro livro que Maria Grazia Chiuri encontrou inspiração visual para a coleção. O romance de Italo Calvino, “O Castelo dos Destinos Cruzados”, fez com que ela ficasse fascinada pelas cartas de tarô Visconti-Sforza, criações excepcionais que datam do século 15.
No vídeo abaixo, Roger S. Wieck, chefe do departamento de Manuscritos Medievais e Renascentistas e curador da Biblioteca Morgan em Nova York, relata a história do tarô Visconti-Sforza. O baralho, que tem o nome de duas das famílias mais nobres de Milão, foi encomendado como uma demonstração de prestígio e, curiosamente, não tinha nada a ver com esoterismo.
https://www.youtube.com/watch?v=tf-vjFG6ihw
No próximo vídeo, você fica sabendo um pouco mais sobre o interesse de Christian Dior pelas artes divinatórias.
https://www.youtube.com/watch?v=kpoRmBhx9WQ
Segundo segredo: a manufatura preciosa da coleção Dior de Alta-Costura Primavera Verão 2020/2021
Um dos fundamentos da Alta-Costura é a utilização de técnicas manuais refinadíssimas, que nem sempre se consegue perceber ao assisitir a um desfile ou vídeo. Para criar as roupas estupendas que vemos na passarela, as Maisons francesas, muitas vezes, recorrem ao savoir-faire de artistas e pequenos ateliês de costura. Confira, abaixo, dois exemplos disso na coleção Dior de Alta-Costura Primavera-Verão 2020-2021.
Vestido A Protagonista
Foto: Divulgação Dior
O especialista Jean-Pierre Ollier foi escolhido por Maria Grazia Chiuri para recriar uma magnífica técnica de découpage veneziana, original do século 18, para o vestido “A Protagonista”. Conhecida como “lacca povera”, essa técnica usa motivos serigrafados que são pintados à mão, aplicados ao tecido e, finalmente, bordados. Maravilhe-se!
Vestido Miss Dior
Foto: Divulgação Dior
O emblemático vestido “Miss Dior” apareceu com uma nova silhueta, em dourado fosco, com um sutiã corseletado, roletês de tecido levemente envelhecido, e aplicações de flores cuidadosamente bordadas e franzidas. O Atelier Paloma foi o responsável pelo trabalho primoroso, que consumiu 800 horas!
Sua empresa é inclusiva? O conteúdo que você publica na internet pode ser acessado por milhões de pessoas com deficiência? As legendas acessíveis para redes sociais são um recurso fácil de implementar que pode fazer a diferença para um grande número de pessoas cegas ou com baixa visão.
Provavelmente, você já passou pela experiência de acessar um site que não funciona direito, seja por causa de imagens “quebradas”, links que não levam a lugar algum , ou diagramação confusa. É frustrante, concorda? Agora, imagine se isso acontecesse na maioria dos sites que você visita. Como você se sentiria? Pois essa é a realidade atual para 45 milhões de pessoas com deficiência, no Brasil. Explico.
Uma pesquisa feita pelo Movimento Web Para Todos e pela plataforma de dados BigDataCorp, divulgada em maio de 2020, analisou mais de 14 milhões de páginas web registradas no Brasil. E verificou que 93,6% dos links, e 55,19% dos formulários inseridos nos sites analisados, apresentam algum problema de acessibilidade.
Apenas 0,75% dos sites brasileiros passaram em todos os testes de acessibilidade. O mesmo levantamento, feito em 2019, indicava 0,61%. Ou seja, houve uma evolução, embora mínima.
Se há algo a se comemorar é que, hoje, apenas 0,01% dos sites ‘zeraram’ em absolutamente todos os testes aplicados, contra 5,6% no ano anterior. Os dados indicam, ainda, uma leve melhora de acessibilidade nos sites governamentais. Na primeira auditoria, 99,66% deles acusavam algum problema de acessibilidade, contra 96,71% da análise atual.
Já os problemas de acessibilidade nas imagens giram em torno de 83% em todos os setores analisados. “Esse dado é muito chocante para nós, pois é um dos problemas mais simples e rápidos de serem resolvidos e que faria muita diferença na vida dos cerca de 6,5 milhões de pessoas cegas ou com baixa visão no nosso país”, aponta Simone Freire, idealizadora do Movimento Web para Todos.
Legendas acessíveis para redes sociais
Para que um site seja considerado acessível, ele precisa atender a uma série de características técnicas que podem ser encontradas nas Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.1. Assim como nas Cartilhas de Acessibilidade da W3C, que examinam as questões da acessibilidade de forma abrangente. Não vou me deter nesse assunto agora. Quero, antes, falar sobre as legendas acessíveis para redes sociais. E em especial, sobre as legendas para imagens.
Pessoas com deficiência acessam a internet de maneira particular, utilizando dispositivos de tecnologia assistiva de acordo com suas necessidades. Alguns exemplos são: leitor de tela, navegador por voz, ampliador de tela e teclados alternativos.
Uma pessoa cega, por exemplo, pode navegar na web utilizando um leitor de tela como o Voice Over (iOS) ou TalkBack (Android) –softwares que capturam as informações de texto transformando-as em áudio através de um sintetizador de voz. Essa tecnologia ajuda muito, mas quando encontra uma imagem, não consegue decifrá-la. Para contornar o problema é preciso que as imagens venham acompanhadas de legendas acessíveis. Elas são diferentes das legendas de texto usadas normalmente, que fazem um comentário complementar às imagens.
A legenda acessível precisa ser redigida de acordo com diretrizes específicas que condizem com seu objetivo: descrever as imagens de forma objetiva, para dar contexto ao post.
Da Hashtag ao Texto Alt
Por volta de 2012, nas redes sociais, perfis preocupados com a inclusão digital passaram a adotar a hashtag #PraCegoVer (e outras similares como #timelineacessível, #acessível, e #PraTodosVerem) seguida de uma legenda acessível, em suas publicações.
Algum tempo depois, redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn, passaram a disponibilizar o recurso Texto Alternativo (também descrito como Texto Alt) nas imagens. Na verdade, a funcionalidade já existia em algumas redes, com a função de substituir uma imagem quando ela não era carregada. A novidade é que o algoritmo das plataformas passou a fazer uma descrição automática de acordo com os objetos contidos na imagem. No entanto, a qualidade não é suficientemente boa, e as legendas acessíveis precisam ser reescritas manualmente. Esse é um campo de trabalho novo, muito interessante, a que tenho me dedicado.
O Texto Alternativo, seja gerado automaticamente ou editado manualmente, fica visível apenas para os leitores de tela. Mas você deve ter reparado que muitos perfis de redes sociais incluem a legenda acessível no textos dos seus posts, geralmente usando hashtags como #PraCegoVer e #PraTodoMundoVer. Isso é redundante mas aceitável, uma vez que sinaliza para as pessoas sem problemas de visão, a importância da acessibilidade na internet. Ou seja, as hashtags de acessibilidade podem ser usadas, mas é essencial preencher corretamente o campo de Texto Alt.
Em resumo, as legendas acessíveis são elementos fáceis de implementar, com custo acessível e que, de quebra, podem ajudar no SEO da marca. Nada mal, praticar inclusão e ainda ficar bem posicionado em buscas por palavra-chave, né?
No aniversário de 20 anos da morte da Princesa Diana, o portal de casamentos iCasei me pediu uma matéria sobre a evolução do estilo de Lady Di. Apesar de nunca ter sido fã da monarquia britânica, gostei de pesquisar os looks e de entender como foi que a garota tímida, fã de vestidos cheios de babados, se tornou a mulher sexy e segura de si que circulava no jet set mundial. Confira a seguir!
Princesa Diana: um ícone de estilo que jamais será esquecido
Vinte anos após a morte da Princesa Diana, revisitamos o estilo da inglesa que se tornou referência de elegância e fonte de inspiração para as mulheres
“Vinte anos após sua morte, a Princesa Diana está sendo reconhecida como uma das mulheres mais bem vestidas da história, ao lado de ícones como Jackie Kennedy e Audrey Hepburn.” Quem afirma isso é Eleri Lynn, curadora da exposição Diana: Her Fashion Story, inaugurada em fevereiro deste ano no Kensington Palace, em Londres.
A exposição está centrada na evolução do estilo de Diana, de jovem bem-nascida e retraída, adepta de roupas românticas com muitos frufrus, até a mulher elegante e segura que se tornou antes de morrer, tragicamente, num acidente de carro em Paris, aos 36 anos. Para entender esta trajetória, é preciso contextualizar as circunstâncias em que Diana Frances Spencer foi catapultada para a fama.
Em fevereiro de 1981, quando seu noivado com o Príncipe Charles foi anunciado pelos porta-vozes da realeza britânica, Lady Di passou a ser o centro das atenções da imprensa de grande parte do mundo. Até aquele anúncio, o casal havia se encontrado apenas 12 vezes.
Poucos meses depois, em julho de 1981, a jovem de 20 anos entrava na Catedral da Saint Paul, em Londres, vestida de noiva, para protagonizar o maior casamento real do século 20. A cerimônia reuniu 3.500 convidados e foi transmitida pela TV para cerca de 1 bilhão de pessoas.
Lady Di e o visual princesa romântica
Era uma outra época. Não existiam stylists a serviço das famosas para vesti-las de forma impecável em qualquer tipo de evento. A Princesa Diana teve que se virar sozinha, com a ajuda dos costureiros que tradicionalmente vestiam a nobreza e a família real, como David Sassoon, da Bellville Sassoon, Victor Edelstein e Gina Fratini. Neste período, prevaleceram looks românticos com muitos babados, saias rodadas e brilhos, com um visual típico de princesa de conto de fadas.
Grávida de seu primogênito, Diana usa um vestido da Bellville Sassoon, em 1982
Vestido verde esmeralda de Graham Wren, num baile de gala em 1981
O início da modernização do estilo da princesa, neste look de 1983, de Bruce Oldfield
O glamour maduro da Princesa Diana
Mas Diana logo percebeu que aquele estilo cheio de adereços e mangas bufantes não era fotogênico. Por volta de 1985, com a ajuda da designer francesa Catherine Walker (que desenhou mais de 500 vestidos para ela), desenvolveu um novo visual, com roupas minuciosamente modeladas para que fotografassem bem em todos os ângulos. A silhueta passou a ser limpa e mais ajustada, com um glamour adulto e refinado. Victor Edelstein e Versace foram outras grifes escolhidas por Diana neste período.
As mudanças de estilo foram percebidas pela mídia e pela audiência. Lady Di passou a chamar mais atenção do que o Príncipe Charles nas aparições públicas. No ano de 1994, o guarda-roupa da princesa tinha muitas centenas de vestidos e um valor estimado de 1 milhão de libras. Em contrapartida à cifra astronômica, considera-se que a Princesa Diana foi a maior divulgadora da moda britânica.
Longo branco assimétrico que ressalta os ombros
Vestido da dupla de estilistas David e Elizabeth Emanuel
Vestido longo estampado tomara-que-caia
Estilo, caridade, separação e ousadia
Por volta de 1992, Lady Di tinha consciência de que era uma das mulheres mais fotografadas do mundo, dominava sua imagem, e era admirada, não só pela beleza e estilo, mas pelo trabalho de caridade, apoiando causas como a luta contra a AIDS e o combate às minas terrestres. O casamento, no entanto, estava em ruínas desde a metade da década de 80. Em 1992, ela e Charles se separaram. O divórcio foi concluído em 1996.
Depois disso, a Princesa Diana se viu livre para aperfeiçoar sua imagem, sem as restrições impostas pelo protocolo da família real, que pregava um corpo sempre coberto e os não permitia decotes. Ela passou a usar peças de designers de várias nacionalidades e explorou mais a sensualidade, sem exageros. Adorava mostrar os braços bem torneados e as costas atléticas. Por isso, vestidos tomara-que-caia, modelos com um ombro só, e decotes nas costas eram escolhas frequentes.
Outro fator fascinante sobre o estilo da Princesa Diana é que, mesmo fazendo parte da nobreza e tendo que seguir muitas regras e tradições, ela se divertia com a moda e chegava até mesmo a ousar. Lady Di foi a primeira pessoa da família real a ser fotografada usando calças compridas num evento noturno, por exemplo.
Princesa Diana usa tailleur com calças compridas em evento social
Em 1982, durante a turnê real pela Austrália, Diana usou uma gargantilha de diamantes e esmeraldas como tiara, no meio da testa. Será que a Rainha Elizabeth aprovou? Tenho minhas dúvidas.
No mês de maio de 1996, a Lady Di causou furor ao comparecer ao tradicional Baile de Gala do Metropolitan Museum, um importante evento da indústria da moda, usando um vestido-camisola de John Galliano, então recém-contratado pela Maison Dior. Dizem que ela estava preocupada com o que seu filho William pensaria daquele visual desnudo.
Em resumo, pode-se dizer que Lady Diana Spencer soube desenvolver uma elegância muito além das tendências do momento, de acordo com sua personalidade. Isso, junto com o seu inegável carisma, transformou-a num ícone de moda – não da moda. Tanto é assim que, nas fotos dela, sempre enxergamos primeiro a mulher e, depois, a roupa.
Por Biti Averbach Publicado originalmente no site iCasei em 30/08/2017. Fotos: Reprodução