Categoria: Geral

  • Siga o link –> Fotografia de moda como análise social

    Siga o link –> Fotografia de moda como análise social

    Vogue Italia, março de 2008.
    Foto: Miles Aldridge

     

    A coluna Lens, do jornal New York Times, publicou um artigo interessante sobre fotografia de moda e seu caráter político, a propósito da segunda edição do Photo Vogue Festival, que acontecerá em Milão entre 15 e 19 de novembro.

    Único evento internacional dedicado exclusivamente à fotografia de moda, o Photo Vogue Festival terá, entre suas atrações, uma exposição do fotógrafo Paolo Roversi (um dos meus favoritos da vida) que irá abordar vários lados de seu trabalho, entre o meditativo e o glamouroso.

    Mas é uma outra mostra, chamada Fashion & Politics, que promete polemizar o evento, ao reunir editoriais de moda da Vogue italiana que possuem um viés político ou social, com comentários sobre a obsessão pela beleza, o consumismo exagerado, clínicas de reabilitação e até mesmo a guerra.

    “A maneira como nos vestimos está intrinsicamente ligada à identidade e à cultura,” diz a editora de fotografia  da publicação, Alessia Glaviano. “Nós usamos roupas, todos os dias, para comunicar algo sobre nós mesmos.”

    Além dos laços entre roupas, política e afotografia, o artigo da Lens aborda outras questões importantes, como a frivolidade da indústria fashion, a possibilidade da fotografia de moda ser considerada arte, e o fato dela espelhar as normas sociais através dos tempos.

    “Super mods enter rehab.” Vogue Italia, julho de 2007.
    Foto: Steven Meisel
    “Makeover Madness.” Capa da Vogue Italia, julho de 2005. Foto: Steven Meisel

    Siga o link –>Fashion Photography as Social Commentary 

  • Fotos proibidas

    Fotos proibidas

    Fotos proibidas foi o primeiro editorial de moda feito no Brasil com iPhone e o aplicativo Hipstamatic. A ideia do editorial é um triângulo amoroso, entre duas mulheres e um homem, visto através das fotos íntimas que “vazaram” no Instagram.

    Note, na paginação abaixo, que a matéria ainda está com texto falso.

    Clique nas imagens para visualizar a galeria de fotos.

    Fotos: Roberto Setton
    Concepção e edição de moda: Biti Averbach
    Styling: Betina Bernauer e Cinthia Kiste
    Beauty: Saulo Ramos
    Produção executiva: Juliana Tozzi

  • Siga aquele link –> Feminismo, moda e política

    Siga aquele link –> Feminismo, moda e política

     

    Homem com olhar reprovador observa duas jovens de minissaia em Nice, França, nos anos 60. Foto: AFP / Getty Images, Staaf

     

    Em tempos de feminismo em alta, com a Greve Internacional de Mulheres —que aconteceu no dia 8 de março, com o intuito de combater a misoginia, xenofobia, lesbofobia, bifobia, transfobia e racismo, que proliferam no mundo todo– vem bem a calhar a matéria do jornal El País sobre a exposição Tenue Correcte Exigée, Quand le Vetement Fait Scandale (Traje Correto Exigido, Quando a Vestimenta Provoca Escândalo, em tradução livre), que pode ser vista em Paris até 23 de abril, no Museu de Artes Decorativas. A mostra traça um panorama de como as vestimentas podem ser transgressoras ao longo do tempo, do burkini à minissaia. Siga o link –>

  • Burberry e Tom Ford aderem ao super fast fashion

    Burberry e Tom Ford aderem ao super fast fashion

    Burberry

    A Burberry anunciou, nesta quinta-feira (05/02/2016), uma mudança radical no seu modelo de operação comercial.

    À partir de setembro, a marca fará apenas duas apresentações anuais, em setembro e fevereiro, na London Fashion Week, reunindo as linhas feminina e masculina, e as pré-coleções. E mais: as peças desfiladas estarão disponíveis imediatamente para venda ao consumidor, nas lojas físicas e virtuais.

    De acordo com Christopher Bailey, diretor criativo da marca, “a ideia é estreitar a conexão entre a experiência dos desfiles e o momento em que as pessoas exploram a coleção nas lojas”. 

    A decisão da grande marca de luxo britânica não chega a surpreender pois a questão da necessidade de ajustes no calendário da moda tem gerado comentários, rumores e discussões há algum tempo, no mercado.

    Afinal, vivemos na era do imediatismo da internet. O consumidor tem acesso instantâneo à informação de moda e quer satisfazer o desejo de consumo no ato, sem esperar meses pela chegada das roupas às lojas.

    Horas depois do anúncio da Burberry sobre a nova estratégia, Tom Ford divulgou uma nota à imprensa cancelando o desfile que faria agora em fevereiro na semana de moda novaiorquina, e afirmando que voltará ao evento em setembro, com as coleções masculina e feminina, ambas com venda imediata.

    É possível outras grandes marcas queiram seguir por este caminho, mas há algumas questões importantes a se discutir:

    • Como fica a agenda comercial entre a marca e os compradores de atacado que precisam encomendar as peças com antecedência?
    • O que acontecerá com as semanas de moda masculina que acontecem atualmente em Paris, Milão, Londres e Nova York, se as grifes decidirem lançar  as coleções para homens e mulheres ao mesmo tempo?
    • Num momento em que se questiona a diferenciação de gênero, há sentido em desfilar as linhas masculina e feminina em separado?

    UPDATE: outras questões surgiram depois que amigos comentaram sobre este assunto:

    • O que acontecerá com a cadeia de fast fashion? Irá tomar red bull, criar asas e copiar tudo instantaneamente?
    • A cobertura das semanas de moda feita por revistas impressas perde totalmente o sentido. As revistas impressas, aliás, estão à beira do abismo há algum tempo já. Me pergunto quando, e se, elas irão conseguir fazer a transição para o 100% digital.
    • E as marcas que participam da SPFW, vão seguir a tendência internacional e disponibilizar as coleções logo após os desfiles? À partir de quando?

    Alguns links de matérias que falam sobre o assunto:

    Business of Fashion

    WGSN Insider

    FFW

  • O figurino de Quase Famosos

    O figurino de Quase Famosos

    Um presente para quem pretende seguir a carreira de figurinista, ou simplesmente gosta de cinema, figurino e rock’n’roll:  a figurinista Betsy Heimann conta, numa matéria da Dazed, tudo sobre a criação dos looks dos personagens de Quase Famosos (Almost Famous, dirigido por Cameron Crowe, 2000), um dos filmes mais legais já feitos sobre bandas de rock.

    Almost-Famous-Penny-Lane

    Sobre Penny Lane. personagem vivida por Kate Hudson, Betsy Heimann explica:

    Sabíamos que Penny Lane tinha que ter um casaco. Não havia nenhuma referência de imagem, eu apenas senti que ela era tão vulnerável por dentro, e tão forte por fora, que este casaco seria sua armadura. Ela poderia envolver-se nele e não importa quão pra baixo ou insegura estivesse se sentindo, ela o colocaria e se tornaria Penny Lane. Seria sua proteção.

    William (Patrick Fugit) em Quase Famosos. Foto de Neal Preston
    William (Patrick Fugit) em Quase Famosos. Foto de Neal Preston

    Para ler tudo, siga o LINK –>