Categoria: redes sociais

  • Siga aquele link –> Hegel e a dialética do Facebook

    Siga aquele link –> Hegel e a dialética do Facebook

    Medium_hegel

    Recebi hoje, na newsletter do Medium,  um texto do escritor e livreiro Valter Nascimento que merece ser compartilhado, pois faz uma relação muito interessante entre o filósofo alemão Hegel, as redes sociais e o uso que fazemos delas.

    À partir da parábola do Senhor e do Escravo que está no livro de Hegel A Fenomenologia do Espírito e que o autor resume de forma simplificada, questiona-se qual nossa posição nessa dinâmica/dialética.

    Do que ou de quem somos escravos? Da mídia? Do sexo? Do vício? Da Internet? No mundo das redes sociais somos o Senhor que dita o que a máquina vai fazer ou o Escravo que faz o que a máquina mandar?

    Mas se ninguém é obrigado a ter um perfil social na internet, como se dá essa escravidão virtual? Para responder a isso, Nascimento invoca outro filósofo alemão, Axel Honneth —um dos grandes nomes da Escola de Frankfurt. “Foi ele quem melhor explicou os conceitos de rede social quando o termo se referia apenas a uma rede pessoas ‘reais’ interagindo no mundo ‘real’”.

    Para Honneth, a vida social baseia-se no reconhecimento. Vivemos para ver, atravéz dos nossos semelhantes, o nosso valor. Há muitas formas de ser “reconhecido” socialmente, mas quando falamos de Honneth três tipos são primordiais. O reconhecimento pelo amor, pelo direito e pela solidariedade. Não por acaso as redes sociais apoderaram-se destes três conceitos de modo quase imperialista.

    Leia o texto na íntegra, vale a pena! Siga o LINK –>

     

  • We are all human

    We are all human

    We are all uncool

    Nesses tempos de auto glamourização nas redes sociais, em que as pessoas se esforçam para criar uma imagem que reverbere felicidade, beleza e perfeição, é um refresco encontrar o perfil We Are All Uncool (@wearealluncool) no Instagram.

    Criado por xxNicole (@nicalvarez ) e Tamar (@tamarlevine), o projeto colaborativo tem o intuito de reunir as pessoas em torno de suas diferenças para fazer do ambiente das redes sociais algo mais genuíno, realista e sem filtros. Aqui, no caso, não se trata de evitar o uso dos filtros fotográficos, tão populares no Instagram, mas sim, aqueles que nós mesmos aplicamos à nossa personalidade, para “sair bem na foto”, metaforicamente.

    Para participar, basta fazer uma selfie em preto e branco, segurando uma folha de papel com a frase I AM NOT COOL, e enumerar 3 coisas que normalmente não diria no ambiente digital e que mostrem quem você realmente é. O importante é a auto aceitação.

    Feito isso, é só postar no seu perfil no Instagram, usando a #wearealluncool e @wearealluncool. Bora lá, mostrar que somos todos humanos, demasiado humanos? Eu já abri o jogo, no Intagram @bitinik.

    We Are All Uncool está no Tumblr e no Instagram.

  • Novas redes sociais e os motivos para adotá-las

    Novas redes sociais e os motivos para adotá-las

    Recentemente, um amigo querido, Renato Martins, me convenceu a conhecer a Ello, uma nova rede social que surgiu como alternativa ao Facebook e a tudo que ele tem de pior: anúncios, venda de informação dos internautas, ruído em excesso, algoritmos que decidem o que vai aparecer na sua timeline, etc…

    Na verdade, eu já tinha ouvido falar sobre a Ello há algum tempo, mas os comentários tinham sido negativos e eu tinha deixado para lá. Parecia que meus amigos early adopters, ao acessarem a rede, estavam se sentindo perdidos lá, sem saber o que fazer e como interagir. E vamos combinar que com a overdose de informações que a gente recebe diariamente pela internet, entrar em MAIS uma rede social não apetece muito.

    Enfim, resolvi ter minha própria experiência, pois sou curiosa e gosto de falar com propriedade sobre as coisas. O visual minimalista do site realmente é meio desorientador, mas logo consegui adicionar algumas pessoas, postar e repostar conteúdos, e percebi que o canal está sendo usado principalmente para divulgar imagens e projetos de arte. Hoje, por exemplo, me encantei com o trabalho de Eric Wert (@ericwert), um artista de Portland, EUA, que faz pinturas a óleo extremamente realistas.

    Existem muitas outras plataformas em que se pode encontrar trabalhos criativos, como Tumblr, Behance, e até o velho Flickr, mas ultimamente ando muito incomodada com o quanto as pessoas –entre as quais me incluo– estão viciadas no Facebook, e na falsa sensação de pertencimento e de relacionamento que se tem ali.

    Então, uma rede social alternativa, com valores mais éticos, é bem vinda. Sugiro a todos um detox do Facebook, e uma passadinha pelo Ello. Podem procurar por mim lá: @biti_averbach. Não vou estar online o tempo todo. E isso é ótimo!