Categoria: Blog

  • We are all human

    We are all human

    We are all uncool

    Nesses tempos de auto glamourização nas redes sociais, em que as pessoas se esforçam para criar uma imagem que reverbere felicidade, beleza e perfeição, é um refresco encontrar o perfil We Are All Uncool (@wearealluncool) no Instagram.

    Criado por xxNicole (@nicalvarez ) e Tamar (@tamarlevine), o projeto colaborativo tem o intuito de reunir as pessoas em torno de suas diferenças para fazer do ambiente das redes sociais algo mais genuíno, realista e sem filtros. Aqui, no caso, não se trata de evitar o uso dos filtros fotográficos, tão populares no Instagram, mas sim, aqueles que nós mesmos aplicamos à nossa personalidade, para “sair bem na foto”, metaforicamente.

    Para participar, basta fazer uma selfie em preto e branco, segurando uma folha de papel com a frase I AM NOT COOL, e enumerar 3 coisas que normalmente não diria no ambiente digital e que mostrem quem você realmente é. O importante é a auto aceitação.

    Feito isso, é só postar no seu perfil no Instagram, usando a #wearealluncool e @wearealluncool. Bora lá, mostrar que somos todos humanos, demasiado humanos? Eu já abri o jogo, no Intagram @bitinik.

    We Are All Uncool está no Tumblr e no Instagram.

  • Editorial: Usina de força

    Editorial: Usina de força

    Este editorial foi inspirado no filme Blade Runner de Ridley Scott. A ideia surgiu por causa das formas das roupas que lembram armaduras.

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    Ficha técnica
    Fotos: Rogério Cavalcanti
    Edição de moda: Biti Averbach
    Styling: Betina Bernauer e Cinthia Kiste
    Modelo: Cris Jurach
    Beleza: Raul Melo
    Assistente de fotografia: Jorge Escudeiro
    Publicado na revista QUEM Acontece

     

     

  • A Rita Lee e eu

    A Rita Lee e eu

    Acho que posso dizer, sem medo de parecer exibida, que fiz muitas matérias de moda legais, ao longo dos anos em que trabalhei em revista. Sim, porque o resultado final de um editorial, assim como o de um vídeo ou filme, é sempre fruto do trabalho em equipe.

    Se a modelo não se sente à vontade, se o maquiador não entende a proposta, ou se o fotógrafo não está feliz com a locação, é muito difícil a coisa toda dar certo. E cabe ao editor(a) de moda equilibrar e equacionar todos esses elementos, cuidando para que haja o melhor entrosamento possível.

    Mas há matérias que, por um ou outro motivo, são especiais. Ficam guardadas num lugar de honra no portfólio, na memória e no coração. A que vou mostrar aqui, Nunca houve uma mulher como Rita, é uma delas.

    Ter a oportunidade de vestir e fotografar Rita Lee –uma das maiores artistas da música brasileira, uma mulher que vive e respira rock’n’roll, que eu admiro desde a adolescência, quando ouvia Mania de Você e Ovelha Negra–é uma coisa para poucos. Muito poucos.

    De fato, na época em que fizemos o editorial, em 2013, a Rita estava em uma fase de recolhimento e não se deixava fotografar há bastante tempo, até mesmo para as capas dos seus discos.

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    Agora que vocês já viram o resultado, vou contar um pouco do processo de criação desse editorial.

    Eu estava muito influenciada pela exposição sobre David Bowie que estava em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS), e além disso, sabia pelo meu amigo e jornalista Guilherme Samora, que a Rita Lee é super fã do Bowie.

    Abre parêntesis para dizer que este trabalho só rolou por causa do Guilherme Samora que além de ser um jornalista de primeira, é amigo pessoal da Rita Lee. Gui, eterna gratidão! Fecha parêntesis.

    A equipe luxuosa que me ajudou nessa matéria foi:
    Paulo Vainer, fotos
    Dudu Bertholini, styling
    Duda Molinos, beauty

  • Novas redes sociais e os motivos para adotá-las

    Novas redes sociais e os motivos para adotá-las

    Recentemente, um amigo querido, Renato Martins, me convenceu a conhecer a Ello, uma nova rede social que surgiu como alternativa ao Facebook e a tudo que ele tem de pior: anúncios, venda de informação dos internautas, ruído em excesso, algoritmos que decidem o que vai aparecer na sua timeline, etc…

    Na verdade, eu já tinha ouvido falar sobre a Ello há algum tempo, mas os comentários tinham sido negativos e eu tinha deixado para lá. Parecia que meus amigos early adopters, ao acessarem a rede, estavam se sentindo perdidos lá, sem saber o que fazer e como interagir. E vamos combinar que com a overdose de informações que a gente recebe diariamente pela internet, entrar em MAIS uma rede social não apetece muito.

    Enfim, resolvi ter minha própria experiência, pois sou curiosa e gosto de falar com propriedade sobre as coisas. O visual minimalista do site realmente é meio desorientador, mas logo consegui adicionar algumas pessoas, postar e repostar conteúdos, e percebi que o canal está sendo usado principalmente para divulgar imagens e projetos de arte. Hoje, por exemplo, me encantei com o trabalho de Eric Wert (@ericwert), um artista de Portland, EUA, que faz pinturas a óleo extremamente realistas.

    Existem muitas outras plataformas em que se pode encontrar trabalhos criativos, como Tumblr, Behance, e até o velho Flickr, mas ultimamente ando muito incomodada com o quanto as pessoas –entre as quais me incluo– estão viciadas no Facebook, e na falsa sensação de pertencimento e de relacionamento que se tem ali.

    Então, uma rede social alternativa, com valores mais éticos, é bem vinda. Sugiro a todos um detox do Facebook, e uma passadinha pelo Ello. Podem procurar por mim lá: @biti_averbach. Não vou estar online o tempo todo. E isso é ótimo!

     

  • Mais de 100 anos da lingerie francesa

    Mais de 100 anos da lingerie francesa

    Em 2012, quando eu trabalhava para a TDB Têxtil –uma fabricante de tecidos para lingerie e beachwear– fiz um post sobre a exposição “Lingerie française – XIX-XXIe siècles”que aconteceu no Espaço Pierre Cardin, em Paris, em julho de 2012. Como adoro esse segmento e o material da exposição é visualmente rico, decidi repostar aqui, para que mais pessoas tenham acesso a ele.

    Na mostra –que também foi apresentada em Londres, Berlim, Dubai e Xangai– quesitos como inovação, luxo, know-how e sedução foram ilustrados através dos acervos históricos de marcas francesas famosas como Aubade, Barbara, Chantelle, Lise Charmel, Passionata, Princesse Tam Tam, Rosy e muitas outras. Dos primeiros sutiãs às peças com tecnologia inteligente, foi possível conferir, também, a evolução dos espartilhos e os anúncios de época.

    Veja as imagens na galeria, e em seguida, algumas curiosidades sobre a história da lingerie.

    Fatos curiosos:

    O primeiro sutiã foi registrado em 1889, mas anúncios para o “retentor de mamas” não apareceram até 1905. Naquela época, o sutiã era usado junto com um espartilho reduzido, que servia para ajustar a cintura e prender as meias com ligas.

    – Os corsets e cintas com barbatanas só foram abandonadas após estudos científicos indicarem, na virada do século 19, que o corpo feminino precisava de mais movimento e higiene.

    – Por volta de 1920, para compor a linear silhueta das melindrosas, os seios eram achatados pelos sutiãs, ao invés de serem moldados.  

    – A tendência de conjuntos de lingerie começou após a Segunda Guerra Mundial.

    Os anos 50 foram anos dourados para a lingerie francesa. Depois dos tempos austeros da guerra, as mulheres queriam celebrar a paz, a vida e a sensualidade. E as peças, vistosas e luxuosas, criavam formas curvilíneas.

    – Foi na década de 1970, após o lançamento do pornô soft “Emmanuelle” que as mulheres começaram a procurar por lingeries mais sensuais.

    – A década de 1980 trouxe a diminuta tanga,  o bodysuit e a fibra de Lycra.