Mais de 100 anos da lingerie francesa

Em 2012, quando eu trabalhava para a TDB Têxtil –uma fabricante de tecidos para lingerie e beachwear– fiz um post sobre a exposição “Lingerie française – XIX-XXIe siècles”que aconteceu no Espaço Pierre Cardin, em Paris, em julho de 2012. Como adoro esse segmento e o material da exposição é visualmente rico, decidi repostar aqui, para que mais pessoas tenham acesso a ele.

Na mostra –que também foi apresentada em Londres, Berlim, Dubai e Xangai– quesitos como inovação, luxo, know-how e sedução foram ilustrados através dos acervos históricos de marcas francesas famosas como Aubade, Barbara, Chantelle, Lise Charmel, Passionata, Princesse Tam Tam, Rosy e muitas outras. Dos primeiros sutiãs às peças com tecnologia inteligente, foi possível conferir, também, a evolução dos espartilhos e os anúncios de época.

Veja as imagens na galeria, e em seguida, algumas curiosidades sobre a história da lingerie.

Fatos curiosos:

O primeiro sutiã foi registrado em 1889, mas anúncios para o “retentor de mamas” não apareceram até 1905. Naquela época, o sutiã era usado junto com um espartilho reduzido, que servia para ajustar a cintura e prender as meias com ligas.

– Os corsets e cintas com barbatanas só foram abandonadas após estudos científicos indicarem, na virada do século 19, que o corpo feminino precisava de mais movimento e higiene.

– Por volta de 1920, para compor a linear silhueta das melindrosas, os seios eram achatados pelos sutiãs, ao invés de serem moldados.  

– A tendência de conjuntos de lingerie começou após a Segunda Guerra Mundial.

Os anos 50 foram anos dourados para a lingerie francesa. Depois dos tempos austeros da guerra, as mulheres queriam celebrar a paz, a vida e a sensualidade. E as peças, vistosas e luxuosas, criavam formas curvilíneas.

– Foi na década de 1970, após o lançamento do pornô soft “Emmanuelle” que as mulheres começaram a procurar por lingeries mais sensuais.

– A década de 1980 trouxe a diminuta tanga,  o bodysuit e a fibra de Lycra.

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